Voltei ontem de uma semana de férias no Marrocos. Essa foi minha segunda vez no país (a primeira em 2001) que continua sendo um dos lugares mais bonitos e mágicos que eu já visitei. Depois de três dias na colorida e barulhenta Marrakech, partimos em direção ao sul do país, cruzando as montanhas da Cordilheira do Atlas cobertas de neve, visitando pequenas vilas berberes, kasbahs, oásis, até chegarmos às dunas do deserto de Chigaga, na entrada do Saara e a apenas 30 km da fronteira com a Algéria.
De gnawa aos cantos das tribos berberes, passando pela fusão dos ritmos tradicionais com música eletrônica, a variedade de ritmos no Morrocos é tão grande quanto a a variedade de cenários. Mas se é para mencionar apenas uma banda que serviu de trilha sonora para toda a viagem, essa banda é o Tinariwen. Apesar de ser de Mali, por onde quer que passamos no Marrocos, o grupo tuareg era o primeiro nome que aparecia quando pedíamos uma dica de música “local”. A surpresa vinha logo em seguida quando respondíamos que já conhecemos o Tinariwen e que, inclusive, fomos a dois shows deles aqui na Inglaterra este ano.
Por aqui na Europa, o Tinariwen ainda é conhecido apenas por uma minoria – normalmente eles tocam em festivais de “world music” e casas de shows com capacidade para, no máximo, 350 pessoas – mas na África, segundo Mustafa, o nosso guia no deserto marroquino, o grupo é uma espécie de voz para todas as tribos do deserto.
Se você ainda nāo conhece o Tinariwen, vale a pena conhecer.

7 respostas Até agora ↓
O Escriba » O som tuareg // Novembro 28, 2008 às 3:26 am
[...] by escriba on 27 Nov 2008 at 07:26 pm | Tagged as: cultura, musica Das andanças pelo Marrocos, Gabi me revela Tinariwen, banda de Mali que representa os nômades tuaregs do norte da África. Grande [...]
jorge cordeiro // Novembro 28, 2008 às 3:33 am
Que som maneiro, heim? Sabe que um dos meus primeiros CDs foi uma coletânea da EMI de 94 com músicas de Mali? Era uma série chamada hEMIsphere, bem legal – Electric & Acoustic Mali. Muito louco. Pra vc que tá curtindo, nomes tipo Kadja Tangara, Lobi Traore, Ami Koita e Kerfala Kante (um barato esses nomes, não?) Por incrível que pareça não tem um dos nomes mais conhecidos da música de Mali, Ali Ibrahim “Farka” Touré.
Valeu! Me inspirou um post!
bjs!
gboeing // Novembro 28, 2008 às 2:02 pm
Ao vivo eles sao fantasticos! Vi dois shows deles este ano e, assim que eles voltarem, vou de novo.
Se eles passarem um dia pelo Brasil, nao perca de jeito nenhum.
Bom saber que inspirou um post.
beijao
Téo Brito // Novembro 29, 2008 às 12:02 am
Confesso que ao ler o post, já julguei que não iria gostar do som. Mas me surpreendeu, curti muito o estilo deles.
Boa dica.
gboeing // Novembro 29, 2008 às 11:37 am
Vai ver que o termo “world music” assustou voce um pouco, Teo.
Que bom que voce gostou.
Yami // Dezembro 12, 2008 às 12:57 pm
Jubi,
Muito bom o som desses caras. Me lembrou um pouco o ritmo das musicas indianas. Achei fascinante tambem como o frances falado pelo porta-voz do grupo tem um sotaque diferente daquele ouvido na Franca. Deu vontade de voltar a Marrakech, lugar magico sim senhor, e ir ate o deserto (de camelo!).
bjs x
gboeing // Dezembro 13, 2008 às 12:34 pm
Eh muito bom mesmo, Yami. Voce agora precisa ver ao vivo. Na proxima vez que eles tocarem em Londres, eu te aviso. bjs